quinta-feira, julho 13, 2006

Jack Keruac

Ontem assisti a um documentário sobre a vida de Jack Keruac.
Incrível. O cara que escrevia manuscritos em rolos de papel, aquele que transcrevia o comum com olhos maravilhados e redimensionava a realidade, proporcionando ao corriqueiro a profundidade e a beleza, com suas palavras e sua visão.
Aquele que escrevia já antes de "On the Road" e continuou a escrever depois dele, e mesmo assim trabalhou em milhares de raios de profissões por não conseguir viver da literatura.
Jack se sentia estranho ao ponto de ir trabalhar com em um local isolado nas montanhas Norte Americanas, ficando sozinho por 64 dias. Apesar disso, jamais ajustou-se às regras sociais impostas, identificando-se com a noite de Nova York dos anos 50 e 60, ao som do seu adorado Charlie Parker.
Jack Keruac que não admitiu editoração nos manuscritos de "On the Road", queria escrever como Parker tocava nas Jam' sessions, expontâneo, fluído e maravilhoso. Conseguiu. Sua literatura flui pelas páginas como a vida pelas ruas e o sangue pelas veias.
Jack Keruak morreu aos quarenta e poucos anos, em conseqüência dos seus exageros. Mesmo assim, viveu muito mais que a grande maioria de nós.

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